Toca o telemóvel. Atendo. "Joana? É a Magda." Corro mentalmente o mais rápido que me é possível o nome de todas as mães e até babás dos meus alunos. Nenhuma Magda. Entretanto a senhora vai falando, que eu fiquei de confirmar alguma coisa, que estava a aguardar. Eu vou respondendo "sim" e "pois" enquanto continuo a tentar situar-me. Sem entender coisa alguma, confesso "desculpe, com quem eu falo?" O telefonema termina sem eu perceber bem como e sem ter a menor ideia do que acabou de acontecer. Só depois me apercebo que tenho duas chamadas perdidas do mesmo número e um recado novo. "Joana, é a Magda. Por favor entre em contacto." Não, não conheço nenhuma Magda. Ainda assim, por descargo de consciência, ligo de volta. Atende uma senhora de mais idade. Pede desculpa. Que foi engano.
A senhora conseguiu errar o número para que queria ligar e ir parar ao número de uma homónima da sua destinatária!..
Como dizia o outro "E esta, hein?"
O título não pretende ser um plágio mas uma vénia a esse grande livro desse grande escritor/cronista: As minhas aventuras na República Portuguesa (Miguel Esteves Cardoso). Neste humilde endereço, apenas um pouco de tudo, um pouco de nada, muito de mim.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Eu e o ônibus
O meu meio de transporte aqui em São Paulo é o ônibus (em português de Portugal: autocarro). Para ser mais exata, ônibus combinado com umas boas caminhadas. Numa semana em que tanto se fala de ônibus por aqui, é um assunto que vem a calhar.
Normalmente não tenho de esperar muito para que chegue o certo para mim, o que é uma coisa muito boa. No trajeto de ida, está sempre mais vazio e vou sentada. No trajeto de volta, é mais comum estar cheio ou para lá caminhar e venho em pé.
Os trajetos que percorro são quase sempre pela Av. Brigadeiro Luis Antonio. Todos os dias, ouço várias vezes as duas frases mais proferidas nos ônibus que fazem esse trajeto: "vai a Brigadeiro inteira?" ou "cruza a Paulista?" Se eu que ando para lá e para cá, no máximo, uma vez por dia ouço essa frase uma meia dúzia de vezes, imagino quantas e quantas e quantas vezes os motoristas as devem ouvir. Ainda assim, respondem, na grande maioria das vezes, com educação. Os motoristas e cobradores tendem a ser simpáticos, embora aqui e ali haja aqueles mais carrancudos e sem a menor intenção de ajudar os que estão mais desorientados.
Uma coisa que acontece de quando em vez e deixa toda a gente perplexa dentro do ônibus é quando o motorista decide parar junto a algum café, bar ou lanchonete para que o cobrador saia do ônibus e vá comprar alguma coisa que lhes faz falta, seja água, comida ou ambos. Nós, passageiros, entreolhamo-nos, encolhemos os ombros, e de vez em quando há alguém que ergue a voz para dizer "olha a falta de respeito..."
Gosto quando me calham os ônibus novos: com televisão que vai passando as principais notícias do dia, o tempo, previsão astrológica, alguns questionários de cultura geral ou atualidade ou inutilidade. Coisas simples que nos distraem na viagem. Na verdade, distraem uma parcela bem pequena das pessoas que vão no ônibus, porque a grande maioria vai de fones nos ouvidos, agarrado ao celular, tablet ou qualquer outro tipo de dispositivo móvel com acesso à internet ou qualquer outra diversão. Marca registada dos tempos que correm: sempre conectados, sempre em com um tweet ou um post na ponta dos dedos, seja a que hora ou local for. A única coisa que incomoda são aquelas pessoas que vão alegres e contentes entretidas com os joguinhos nos seus aparelhos móveis...com o som ligado! E é cada som mais irritante!.. Principalmente pela insistente, persistente, e às vezes desesperante repetição com que se sucedem.
Há uma dúvida que me assola em quase todos os trajetos de ônibus em que tenho a felicidade de ir sentada: ceder ou não ceder o lugar, eis a questão. E passo a explicar: se se trata de uma grávida, cedo sem hesitar; se se trata de um senhor, só se tiver visivelmente muita idade ou alguma dificuldade de locomoção; o problema é quando se trata de uma senhora. Se cedo o lugar, pode sentir-se ofendida por a considerar uma pessoa de idade. Se não cedo o lugar, passo por má cidadã. Por vida das dúvidas, acabo sempre por ceder, e muitas vezes recusam a oferta.
Como alguns trajetos são bem demorados - embora as distâncias percorridas não sejam grandes, mas o trânsito de São Paulo tem dessas coisas - há quem aproveite para dormir um pouco.
E assim se vai de ônibus em São Paulo.
Normalmente não tenho de esperar muito para que chegue o certo para mim, o que é uma coisa muito boa. No trajeto de ida, está sempre mais vazio e vou sentada. No trajeto de volta, é mais comum estar cheio ou para lá caminhar e venho em pé.
Os trajetos que percorro são quase sempre pela Av. Brigadeiro Luis Antonio. Todos os dias, ouço várias vezes as duas frases mais proferidas nos ônibus que fazem esse trajeto: "vai a Brigadeiro inteira?" ou "cruza a Paulista?" Se eu que ando para lá e para cá, no máximo, uma vez por dia ouço essa frase uma meia dúzia de vezes, imagino quantas e quantas e quantas vezes os motoristas as devem ouvir. Ainda assim, respondem, na grande maioria das vezes, com educação. Os motoristas e cobradores tendem a ser simpáticos, embora aqui e ali haja aqueles mais carrancudos e sem a menor intenção de ajudar os que estão mais desorientados.
Uma coisa que acontece de quando em vez e deixa toda a gente perplexa dentro do ônibus é quando o motorista decide parar junto a algum café, bar ou lanchonete para que o cobrador saia do ônibus e vá comprar alguma coisa que lhes faz falta, seja água, comida ou ambos. Nós, passageiros, entreolhamo-nos, encolhemos os ombros, e de vez em quando há alguém que ergue a voz para dizer "olha a falta de respeito..."
Gosto quando me calham os ônibus novos: com televisão que vai passando as principais notícias do dia, o tempo, previsão astrológica, alguns questionários de cultura geral ou atualidade ou inutilidade. Coisas simples que nos distraem na viagem. Na verdade, distraem uma parcela bem pequena das pessoas que vão no ônibus, porque a grande maioria vai de fones nos ouvidos, agarrado ao celular, tablet ou qualquer outro tipo de dispositivo móvel com acesso à internet ou qualquer outra diversão. Marca registada dos tempos que correm: sempre conectados, sempre em com um tweet ou um post na ponta dos dedos, seja a que hora ou local for. A única coisa que incomoda são aquelas pessoas que vão alegres e contentes entretidas com os joguinhos nos seus aparelhos móveis...com o som ligado! E é cada som mais irritante!.. Principalmente pela insistente, persistente, e às vezes desesperante repetição com que se sucedem.
Há uma dúvida que me assola em quase todos os trajetos de ônibus em que tenho a felicidade de ir sentada: ceder ou não ceder o lugar, eis a questão. E passo a explicar: se se trata de uma grávida, cedo sem hesitar; se se trata de um senhor, só se tiver visivelmente muita idade ou alguma dificuldade de locomoção; o problema é quando se trata de uma senhora. Se cedo o lugar, pode sentir-se ofendida por a considerar uma pessoa de idade. Se não cedo o lugar, passo por má cidadã. Por vida das dúvidas, acabo sempre por ceder, e muitas vezes recusam a oferta.
Como alguns trajetos são bem demorados - embora as distâncias percorridas não sejam grandes, mas o trânsito de São Paulo tem dessas coisas - há quem aproveite para dormir um pouco.
E assim se vai de ônibus em São Paulo.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Eu e o pôr-do-sol
Se há coisa que me deixa absolutamente deslumbrada é o pôr-do-sol. Fico extasiada, mergulhada no silêncio das cores que pintam o dia antes de, gentilmente, ceder o lugar à noite. Confesso que um belo céu estrelado ou a visão da lua, seja cheia, nova ou em qualquer fase intermédia, também me enchem as medidas, mas não tanto quanto a imensidão de um belo pôr-do-sol. Não sei desde quando ou onde surgiu este encantamento. Sei que recordo claramente alguns momentos desses que já presenciei. Na minha primeira viagem ao Brasil, no vôo de volta, fomos presentados com um belo pôr-do-sol. Mais bonito do que qualquer um que eu já tinha visto com os pés assentes no chão. O meu lugar no avião não era na janela, mas o simpático casal brasileiro que estava na janela mais próxima ao meu lugar, apercebendo-se do meu encanto, prontificou-se a deixar-me aproximar da janela e tirar fotografias. Numa outra viagem, ao Vimeiro, no final de uma tarde em que tentámos acertar na bola algumas vezes a jogar ténis, subíamos as escadas de volta ao hotel quando estagnámos a olhar para o mar enquanto o sol, lentamente, se deitava atrás dele. Eu, o meu irmão, um grande amigo nosso e a filha mais velha dele. Ficámos em silêncio. Parámos sem combinar, sem dizer uma palavra. Passaram-se alguns minutos, olhámos uns para os outros, suspirámos com um sorriso no rosto, e retomámos a subida. Só uns dias depois comentámos que momentos daqueles chegam para dar um sentido à vida, e como era especial aquele nível de cumplicidade que nos permitiu viver aquele momento juntos. E era mesmo. Noutra ocasião, fui acampar com amigas. A muito custo - mas muito mesmo- montámos a tenda, próximo a uma falésia. No final do dia, juntava-se um considerável aglomerado de gente ali para presenciar aquele momento único no dia: o espetáculo do pôr-do-sol. No Verão do nosso casamento, os finais de tarde à beira da praia de São Julião também eram especiais. Eu e o meu namorado - atual marido- sentados no café com vista para o mar, de mão dada e com o azul do mar e os tons do pôr-do-sol a colorir o nosso amor. No começo deste ano, de visita a Lisboa, recordei como é bonito o pôr-do-sol na minha cidade, num miradouro da Graça, com o Tejo como cenário. E quantos eu vi na minha cidade, não só nesta viagem - mais uma vez, a praia de São Julião-, mas ao longo da vida!.. Nós, lisboetas, nem sempre nos apercebemos ou valorizamos a beleza que a nossa cidade nos dá. Há umas semanas atrás, vi o meu primeiro pôr-do-sol deslumbrante em São Paulo. Na varanda da casa da minha cunhada. Fiquei imóvel, a contemplar, e a minha alma agradeceu. Bebeu cada cor, saboreou cada sombra, respirou cada tela pintada no céu. O meu filho viu comigo, com o olhar dele, de criança de 3 anos. Na verdade, mais entusiasmado com o meu próprio entusiasmo do que pelo que os seus olhos viam. Quem sabe daqui a 30 anos ele ficará tão deslumbrado quanto eu perante esses momentos.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Coisas que me fizeram parar
Bom, na verdade, esta é uma coisa que nos faz parar. Sempre. Passamos algumas vezes por semana por nesta rua e, agora que é outono, a calçada fica repleta destas folhas. O pequenote, abismado, exclama em todas as vezes "olha que folhas grandes, mamãe! Enormes!" Eu mesma já tinha reparado nelas, bem antes dele. Mas o espanto dele é ainda maior que o meu. O que não me admira: para a proporção dele, elas são impressionantemente enormes mesmo!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Eu e o céu
É oficial: o outono é a minha estação preferida. Seja em que continente ou hemisfério for. Claro que continuo a achar que o meu outono, o nosso, lá de Lisboa tem uma beleza incomparável. O que não quer dizer, necessariamente, que a tenha. Como dizia uma querida professora minha "gostos não se discutem: lamentam-se." Mas a verdade é que eu sou apaixonada por aqueles tons de laranja, amarelo e vermelho, pelo tapete de folhas coloridas que cobre o chão das ruas, pela luz própria da estação, que nenhuma outra iguala. E foi precisamente uma luz própria que descobri aqui também este ano. No ano passado, estava demasiado ocupada a sentir saudades do meu outono lisboeta, a lamentar o verde deste outono daqui e a ausência das cores que eu tanto gosto, a sofrer com a distância para me aperceber que, apesar deste outono não ser o meu, também tem a sua beleza. E ela está no céu. Não me canso de olhar para cima nas últimas semanas! Lá vou eu na rua, e pronto, os meus olhos detém-se na cor do céu, na dança suave e ondulante das nuvens e nas formas que vão deixando para trás, nos raios de sol que ora escapam por entre as nuvens ora se escondem atrás delas pintando tudo ao seu redor de bonitas cores impossíveis de nomear. Eu sinto como se eles me atravessassem a alma, deixando um rastro de...plenitude. O meu peito abre-se para que todas essas sensações caibam lá dentro e, num longo e vagaroso suspiro repousa, encontra-se, sossega. É uma espécie de euforia serena. Eu tenho o privilégio de estar debaixo daquele céu e aquelas cores inacreditavelmente belas ficam impressas, estampadas em algum recanto do meu ser. É uma sensação de "pertencer". Eu sou daquele céu, e aquele céu é meu e, mais ainda, os dois somos indivisivelmente parte de alguma coisa maior, pelo que, à medida que os meus olhos se perdem lá no alto, a frase cá em baixo vai-se transformando em "eu sou aquele céu e aquele céu sou eu." Não consigo evitar que um sorriso tome conta dos meus lábios. Tal como não evitava perante as cores outonais de Lisboa. Ou nas cores do pôr do sol. Aqui, só no outono vi - quando os dias não são de chuva - um pôr do sol realmente deslumbrante. Nuvens que parecem algodão doce cor de rosa, tons laranja, rosa e avermelhados, tudo espalhado pelo céu numa desordem que só a Natureza sabe ordenar: na mais pura beleza. Inimitável por qualquer pintura do mais talentoso artista.
Neste outono continuo a sentir falta do meu, mas ao invés de fechar os olhos e me enredar na saudade e melancolia, permiti-me olhar para cima e percebi que a paz de espírito de cada um pode encontrar-se nos mais diversos lugares. O que é que eu posso dizer? A mim, (por vezes,) basta-me o céu.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Eu e os contrastes de São Paulo
Se há coisa que me chama a atenção na cidade de São Paulo são os contrastes. Quando se pensa em São Paulo, creio que a grande maioria das pessoas vai ter imediatamente a imagem dos arranha-céus, da modernidade de uma jovem grande metrópole. Mas São Paulo é realmente muito grande. Tão grande que cabe toda a espécie de pequenos mundos lá dentro. Há, realmente, todo esse enorme conjunto de arranha-céus, modernos, sofisticados. Mas também há as casas antigas ou as moradias de luxo. Há toda a espécie de serviços que o século XXI demanda numa grande metrópole - supermercados, farmácias e academias de ginástica abertos 24 horas por dia, por exemplo - mas, por incrível que pareça, também se vêem coisas que eu nunca imaginaria encontrar em São Paulo. O senhor sentado atrás de uma mesa improvisada no ponto do ônibus [leia-se paragem de autocarro] a vender toda a espécie de produtos, desde bolo caseiro a pastilha elástica, passando por batata frita ou qualquer outro salgado. Há ainda a versão "loja-chinesa-ambulante": a mesma mesa improvisada repleta de produtos espalhados, pendurados que vão desde isqueiros a biscoitos,
passando por fones e todo o tipo de doces. O senhor que empurra o carrinho dos sorvetes [gelados]. O senhor que empurra o carrinho onde frita as batatas e faz as pipocas. O senhor que empurra o carrinho do algodão doce. O senhor que pára perto dos bares com o seu carrinho de churrasco improvisado, onde grelha as carnes e as vende num espeto. A senhora que empurra o carrinho da pamonha. A senhora que empurra o carrinho do cachorro quente. O senhor que puxa uma espécie de carroça em que vai colectando todo o tipo de papel, cartão e papelão. O rapaz que entrega a carne, o pão, a comida chinesa ou qualquer outro género alimentar numa bicicleta com um enorme cesta onde coloca os produtos. Os senhores que abrem todos os lados da carrinha e a transformam numa banca de fruta e legumes ambulante. O carro dos ovos que se passeia pelas ruas do bairro anunciado ao som do microfone "é o carro dos ovos passando na sua rua. Aproveite a oportunidade. O carro dos ovos." É o carro das laranjas, dos morangos ou dos produtos de limpeza.
Há também o contraste, sobre o qual já escrevi aqui, das pessoas. Desde a mais bonita à mais feia, da mais simples à mais sofisticada, da mais vulgar à mais elegante, de toda e qualquer etnia.
O meu contraste preferido? Nesta cidade imensa chamada de selva de pedra, observar o vôo encantador de um beija flor ou ouvir o belo canto do sabiá. Pura poesia na densidade prosaica desta cidade.
passando por fones e todo o tipo de doces. O senhor que empurra o carrinho dos sorvetes [gelados]. O senhor que empurra o carrinho onde frita as batatas e faz as pipocas. O senhor que empurra o carrinho do algodão doce. O senhor que pára perto dos bares com o seu carrinho de churrasco improvisado, onde grelha as carnes e as vende num espeto. A senhora que empurra o carrinho da pamonha. A senhora que empurra o carrinho do cachorro quente. O senhor que puxa uma espécie de carroça em que vai colectando todo o tipo de papel, cartão e papelão. O rapaz que entrega a carne, o pão, a comida chinesa ou qualquer outro género alimentar numa bicicleta com um enorme cesta onde coloca os produtos. Os senhores que abrem todos os lados da carrinha e a transformam numa banca de fruta e legumes ambulante. O carro dos ovos que se passeia pelas ruas do bairro anunciado ao som do microfone "é o carro dos ovos passando na sua rua. Aproveite a oportunidade. O carro dos ovos." É o carro das laranjas, dos morangos ou dos produtos de limpeza.
Há também o contraste, sobre o qual já escrevi aqui, das pessoas. Desde a mais bonita à mais feia, da mais simples à mais sofisticada, da mais vulgar à mais elegante, de toda e qualquer etnia.
O meu contraste preferido? Nesta cidade imensa chamada de selva de pedra, observar o vôo encantador de um beija flor ou ouvir o belo canto do sabiá. Pura poesia na densidade prosaica desta cidade.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Coisas que me fizeram parar
Som de helicóptero. Cada vez mais próximo, cada vez mais forte. Olhei para cima e vi-o a ficar cada vez maior à medida que se aproximava. E, no topo de um arranha-céus da Faria Lima, pousou.
Não se vê disto em Lisboa.
Não se vê disto em Lisboa.
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