O título não pretende ser um plágio mas uma vénia a esse grande livro desse grande escritor/cronista: As minhas aventuras na República Portuguesa (Miguel Esteves Cardoso). Neste humilde endereço, apenas um pouco de tudo, um pouco de nada, muito de mim.
quarta-feira, 1 de março de 2023
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
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"Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração." (Nikola Tesla)
https://youtu.be/SzJRPZNm8-w
https://youtu.be/rHvtROxCroA
O que Jesus faria (6)
Jesus abordou muitas vezes a questão de como nos relacionarmos uns com os outros. É assunto central dos seus ensinamentos. Sempre pregou o entendimento, a entreajuda, a empatia. Na base de tudo isso, está uma qualidade essencial: a humildade. Só quem olha para si mesmo, quem reconhece os seus próprios erros, falhas ou defeitos, pode criar uma abertura para realmente ver o outro. Eu percebo em mim, eu melhoro em mim, para depois poder acolher o outro. Aquela velha máxima: aquilo que eu não gosto no outro, não replico, aquilo que eu não gostaria que me fizessem, eu não faço, aquilo que eu admiro no outro, cultivo em mim. No Sermão da Montanha há uma passagem muito conhecida que é emblemática disso: "E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?" É preciso humildade para olhar para as suas "traves" e coragem para as retirar. Só depois, poderemos gerar a empatia para tentar ajudar o nosso irmão com o argueiro dele. É muito fácil julgar os outros, notar as falhas no outro, criticar, mas "Não julgueis, para que não sejais julgados, porque com o juízo com que julgardes sereis julgados (...)" Cultive a humildade, e as suas relações florescerão.
O que Jesus faria (5)
"Escuta o teu coração, ele conhece todas as coisas; pois onde ele estiver, é onde está o teu tesouro." (Paulo Coelho)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
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Um dia destes, seguia eu a caminhar pela rua, e vejo um senhor a passear com o seu cachorro um pouco à minha frente. Alguns metros depois, o cachorro pára para fazer as suas necessidades. Prontamente, o senhor tira uma sacola do bolso e apanha as ditas necessidades do chão. Ainda estava eu a pensar "Que atitude louvável, de cidadania", a elogiar mentalmente o senhor quando, sem hesitar, e interrompendo bruscamente os meus elogios mentais, ele atira a sacola para a primeira árvore que lhe apareceu à frente! Lá ficaram as necessidades do bicho enfiadas num saco, no chão, ao lado de uma árvore. E eu: incrédula. O que parecia uma atitude tão boa, transformou-se, em poucos segundos, numa atitude, no mínimo, estranha. Mas fez-me refletir: quantas vezes julgamos uma atitude ao ver apenas uma parte dela? Se eu tivesse passado pelo senhor a caminhar na direção oposta e só tivesse visto a primeira parte da história, teria achado que o senhor tinha sido um cidadão exemplar. Quantas vezes uma boa atitude esconde uma má intenção? E o contrário também: quantas vezes julgamos mal algumas atitudes por não as entendermos completamente? Quantas vezes vemos apenas uma parte da história e criamos um julgamento totalmente equivocado? Aliás, a bem da verdade, nós vemos sempre apenas um lado, uma parte da história. Não nos apressemos a julgar, a rotular em bom ou mau. Até porque uma coisa boa pode revelar-se má e vice-versa. E, até em coisas que nos parecem más, como no episódio que narrei, há alguma coisa boa que se pode tirar: pelo menos, foi uma mina a menos no campo minado que se tornam certas calçadas. Evitou que alguém pisasse aquilo.
domingo, 26 de fevereiro de 2023
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O que Jesus faria (4)
Um dos sermões mais bonitos de Jesus, na minha opinião, é o chamado Sermão da Montanha. É rico em ensinamentos, e aquilo que mais me chama a atenção é o quanto Jesus prega o Amor. Não apenas o amor a quem nos é próximo, mas um tipo de amor bem mais desafiante: àqueles que são nossos inimigos. Jesus defende, em cada palavra, o entendimento, o perdão, a compaixão, a entrega. Como os seus ensinamentos são atuais! Quando olhamos à nossa volta - e, admitamos, para nós mesmos - percebemos como é fácil cair na tentação de revidar. Principalmente hoje em dia, pós-pandemia, a tolerância das pessoas parece ter-se reduzido a níveis mínimos. Por vezes, coisas insignificantes, geram reações desmedidas. É bem mais fácil reagir, responder, devolver a agressão do que colocar-se no lugar do outro, compreender, ou até ajudar. E é esse o desafio que Jesus nos coloca: amai os vossos inimigos, "fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem". Não só ele pregou isso como realmente o viveu, em toda a sua vida. Foi um excelente professor, que viveu as lições que ensinou. Um Mestre. Perdoou a quem o caluniou, amou a todos, sem excepção. E aí está o grande desafio, pois "Se amais os que vos amam, que agradecimentos merecereis? Se fazeis o bem aos que vos fazem bem, que agradecimento merecereis?" Difícil é perdoar. Difícil é não devolver o insulto, o soco, a calúnia. Sempre que nos sentimos injustiçados, sentimo-nos no direito de responder, de nos defender. Aliás, há quem sinta, até esse dever, pois sente-se fraco ou humilhado caso não o faça. Mas defender-nos, muitas vezes, nada mais é do que um novo ataque. Em momentos de dúvida, pense: o que Jesus faria? Não temos de ser iluminados como Jesus a ponto de "oferecer a outra face", mas podemos, pelo menos, criar um momento de pausa entre a ofensa, ataque ou provocação e a nossa reação. Podemos tentar ser mais conscientes das nossas respostas. Quem sabe o mundo poderia ser um pouco mais pacífico, um pouco mais...amoroso.


